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domingo, 6 de dezembro de 2009


Terapia com animais: mãos e patas unidas

A companhia de um animal de estimação é sempre gratificante. Quem não quis ter um cão ou um gato na infância?

Uma casa com a presença de um animal tem uma energia diferente, positiva. As alegrias do contato com os bichos, no entanto, são apenas um dos aspectos do que chamamos de interação homem-animal. Os benefícios, para animais e para o homem, vão muito além.
A ciência vem comprovando que os bichos colaboram muito no tratamentos de doenças, auxiliando na recuperação de pacientes. Esse trabalho já é uma realidade em alguns países, como EUA e Bélgica e começa a ser implantado no Brasil. Chama-se Terapia Assistida por Animais (TAA). Funciona da seguinte maneira: profissionais ligados à saúde, como fisioterapeutas, psicólogos e pedagogos utilizam cães ou gatos para incrementar o tratamento de seus pacientes. Por exemplo: um garoto sofre de dificuldades motoras devido a um acidente de carro. O fisioterapeuta adepto da TAA pode adotar a ajuda de um cão nos exercícios de recuperação de movimentos. O que poderia ser sacrificante para o menino torna-se prazerozo e divertido.
O benefício vai além do simples exercício. Estudos comprovam que o contato com animais em casos como este fazem a auto-estima do paciente aumentar. Essa técnica acelera a recuperação com resultados satisfatórios.
Além de ajudar na cura de doenças e problemas físicos os animais podem ser úteis na educação das crianças. A visita de um cão numa escola, por exemplo, pode dar aos alunos a oportunidade de conhecer de perto o bicho e de aprender a lidar e respeitar o animal. Isto é a Atividade Assistida por Animais - AAA. Pode-se também realizar visitas monitoradas com animais a asilos ou centros de recuperação de menores.
Para que todos esses benefícios ocorram, é importante não esquecer da relevância da posse responsável. Tratar o animal com respeito e com carinho é fundamental para o sucesso da interação. O animal é um amigo do homem e muitas vezes um parceiro valioso, como vimos nos casos da TAA e da AAA.

terça-feira, 11 de agosto de 2009




A Equoterapia




A palavra Equoterapia traduz todas as práticas que utilizem o cavalo com técnicas de equitação e atividades eqüestres, com objetivo de reabilitação e/ou educação de pessoas com deficiência ou com necessidades especiais.
O cavalo é o agente promotor de ganhos físicos, psicológicos e educacionais. Esta atividade exige a participação do corpo inteiro, o que irá contribuir para o desenvolvimento da força, tônus muscular, flexibilidade, relaxamento, conscientização do próprio corpo e aperfeiçoamento da coordenação motora e do equilíbrio. A interação com o cavalo, os primeiros contatos, o ato de montar e o manuseio final, desenvolverá novas formas de socialização, autoconfiança e auto-estima; sendo assim a Equoterapia um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar, nas áreas de saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência e/ou com necessidades especiais.



1. O movimento tridimensional que o cavalo trasmite ao praticante
2. O vínculo afetivo entre o homem e o cavalo.
3. A estimulação sensorial do praticante.


Existem 3 tipos diferentes de tratamento na Equoterapia, cada um com uma indicação especifica dependendo do quadro patológico que o praticante se encontra; a hipoterapia; a educação/reeducação e o pré-esportivo.

A Hipoterapia utiliza o cavalo como instrumento cinesioterapêutico e psicológico; utiliza-se Hipoterapia quando o praticante não apresenta condições de se manter sozinho sobre o cavalo necessitando então de um auxiliar guia para conduzir o cavalo e, evidentemente, de um auxiliar-lateral para mantê-lo montado, dando-lhe segurança.Os profissionais de saúde são de maior importância na prática da hipoterapia, precisando portando, de um terapeuta ou mediador, a pé ou montado, para a execução dos exercícios programados.
A Educação/Reeducação, o cavalo continua proporcionando benefícios pelo seu movimento tridimensional e multidirecional e o praticante passa a interagir com mais intensidade. Visa a coordenação global com fins pedagógicos.O praticante deverá ter condições de exercer alguma atuação sobre o cavalo e conduzi-lo, dependendo em menor grau do auxiliar-guia do auxiliar-lateral. A ação dos profissionais de equitação tem mais intensidade, embora os exercícios devam ser programados por toda a equipe, segundo os objetivos a serem alcançados.
No pré-esportivo o praticante já possue ótimas condições para conduzir o cavalo podendo participar de exercícios específicos de hipismo, sendo a atuação dos profissionais de equitação mais intensa. O cavalo nessa modalidade é utilizado como meio de instrumento de inserção social.

A Equoterapia tem com objetivo oferecer ao individuo portador de necessidades especiais,desenvolvimento global, a reeducação e reabilitação motora e mental, melhorando sua qualidade de vida, promovendo o desenvolvimento pessoal e favorecendo a inclusão social,com a independência progressiva do mesmo, ao longo do tratamento. A Equoterapia tem com objetivos especifico desenvolver as funções cognitivas, funções motoras, as funções afetivas, regular sistema cardiorespiratório, promover a dissociação corporal e a retificação corporal.

Apesar de estar sendo valorizada nas ultimas décadas, a Equoterapia é uma ciência milenar 350 a.c – Hipócrates o pai da medicina já aconselhava a sua prática na solução de problemas de saúde, até para tratar de problemas comportamentais, também os árabes que sempre lidaram com o cavalo utilizavam a Equoterapia como pratica terapêutica, porém, durante séculos a terapia permaneceu em plano secundário. Foi somente após a II guerra mundial que a Equoterapia foi novamente resgatada e passou a ser valorizada e estudada com a devida importância.
Elizabeth Hardel, dinamarquesa que nos anos 40, foi o primeiro exemplo de “autoterapia”. Acometida por poliomielite grave, conquistou duas medalhas olímpicas em 1952 e 1956, na modalidade de adestramento eqüestre, o que despertou a curiosidade da classe médica.
Foi em 1960 que a Equitação Terapêutica difundiu-se na Europa (mais especificamente na França e Inglaterra), Na França, em 1965, a hipoterapia torna-se matéria didática no espaço universitário na lpentière/Universidade de Paris - Val de Mane.
Em 1969, ocorreu a primeira apresentação de trabalho científico de reeducação com o auxílio do cavalo, no Centro Hospital de Peter Blair, sendo que, nesta mesma época foi criada a Associação Norte Americana de Hippoterapia para deficientes (NARHA). Foi a partir daí que a Equitação Terapêutica, tomou forma.Em 1972, Collette Picart Trintelin defendeu a primeira tese de doutorado, em medicina, sobre Equoterapia.
No ano de 1988, Dolores Bertolli, publicou um artigo científico mostrando a eficácia terapêutica do método em crianças portadores de paralisia cerebral na revista Physical Therapy.
Atualmente, o tratamento equoterápico é bastante difundido, contando com mais de cem centros de estudos nos países desenvolvidos, o maior deles na Itália.
A Federação Internacional de Equoterapia, com sede na Inglaterra, conta com mais de trinta filiadas. São encontradas mais de cem entidades especializadas no assunto na Europa e nos Estados Unidos, sendo na Europa, a Equoterapia uma matéria universitária didática.
No Brasil, a Equoterapia iniciou na década de 70, surgindo os primeiros trabalhos na Granja do Torto, em Brasília, atualmente, sede da Associação Nacional de Equoterapia (ANDE - BRASIL). Mesmo sendo muito recente no Brasil, a Equoterapia teve uma rápida evolução, objetivando o desenvolvimento global do paciente, com a independência progressiva do mesmo, ao longo do tratamento.
A Equoterapia vem sendo debatido em Congressos ao redor do mundo e praticada em paises com diferentes objetivos e especificidades, porem ainda é considerada um trabalho novo pouco divulgado e com o mínimo de subsídios. No Brasil em 1989 foi fundada a ANDE – Brasil (Associação Nacional de Equoterapia).
Um dos pioneiros em Equoterapia foi o Centro de Equitação Terapêutica da Escola do Exército (CETA), que surgiu em 1991. Hoje, existem mais de 50 centros em todo a país. Em 1992, o fisioterapeuta Carlos Marcílio Vieira inicia na Fundação Selma, em São Paulo, um trabalho de Hipoterapia destinado a pacientes portadores de lesão medular.
Cabe ressaltar que a Equoterapia é reconhecida como método terapêutico pelo Conselho Federal de Medicina, desde 1997 e a sua prática, facilita tanto a organização do esquema corporal como a orientação espaço-temporal, desenvolvendo a sensibilidade física e psíquica, na medida em que exige a constante percepção e reação frente a diversos estímulos. Todas estas contribuições aliadas à experiência de sentimentos de independência, liberdade e prazer, resultam em uma maior harmonia e desenvolvimento dos praticantes

A Equoterapia tem com objetivo oferecer ao individuo portador de necessidades especiais, o desenvolvimento global e a reeducação e reabilitação motora e mental, melhorando sua qualidade de vida, promovendo o desenvolvimento pessoal e favorecendo a inclusão social, com a independência progressiva do mesmo, ao longo do tratamento.
A Equoterapia tem com objetivos especifico desenvolver as funções cognitivas, funções motoras, as funções afetivas, regular sistema cardiorespiratório, promover a dissociação corporal e a retificação corporal.


Veja todos os benefícios que a Equoterapia pode proporcionar.


Benefícios Gerais:

• Auto Estima

• Auto Confiança

• Auto Controle
• Comunicação
• Responsabilidade
• Independência
• Segurança e Domínio
• Atenção e Concentração

• Relaxamento e Descontração

• Exteriorização de Sentimentos
• Afetividade
• Equilíbrio
• Socialização

• Facilita vários tipos de aprendizagens

• Organização
• Melhora o tônus muscular

• Coordenação motora
• Lateralidade, postura e simetria

• Melhora o esquema corporal e a imagem corporal

• Controle de cabeça e de tronco

• Mobilização de quadril, pelve e coluna

• Inibição de reflexos posturais tônico

• Flexibilidade

Benefícios Físicos:

1. Melhora o equilíbrio - os movimentos do cavalo alteram o centro de gravidade do Praticante e o forçam a manter-se em equilíbrio.

2. Estimula e corrige os reflexos posturais de equilíbrio.

3. Melhora a postura e inibe os reflexos tônicos do pescoço.

4. Relaxa os músculos espásticos - que são necessários para o Praticante se concentrar em controlar a montaria e facilita o relaxamento inconsciente dos músculos.

5. O calor do corpo da ação do cavalo atua como um relaxante natural. Também os movimentos rítmicos do cavalo provocam relaxamento muscular e aperfeiçoamento do equilíbrio.

6. Os movimentos são variáveis - Montar e desmontar, colocar e tirar a sela do cavalo. Na posição montada os adutores tensos são estirados. A força dos músculos posturais e o uso dos músculos do tronco são ativados. O trote promove e melhora a força das extremidade inferiores. Uso de ajudas requer movimentar, apertar e elevar as pernas. Utilização das mãos e de movimentos corporais diversos.

7. Reduz e previne contraturas.

8. Melhora o funcionamento cardiovascular.

9. Estimula o metabolismo corporal geral.
Benefícios Psicológicos:

1. Ajudam a pessoa a ajustar-se nas suas dificuldades.

2. Apresenta desafios que podem ser dominados e também, uma oportunidade para a competição.

3. Restabelece e aumenta a auto-imagem, a auto-estima e a confiança.

4. Promove incentivo emocional, motivação e desenvolve a responsabilidade e o comando do Praticante sobre o cavalo.
5. Ensina habilidades - administração estável, cuidados, disciplina etc.

6. Ensina respostas de antecipação - o Praticante toca o cavalo e assim, o movimenta para diante.
7. Aumenta a compreensão e as habilidades de memória e atenção do Praticante.
8. É útil para provocar modificações de comportamento, especialmente na área do autocontrole
9. Promove o desenvolvimento da relação de amor entre o Praticante e o cavalo.

10. O Praticante aprende a reconhecer, a aceitar e a controlar os medos e vícios.

11. Aumenta as relações sociais do Praticante com os terapeutas e os voluntários, etc.

12. Nutre sentimentos de independência. Desenvolve o esquema corporal, a organização espacial, as tomadas de direções e a lateralidade. A acuidade visual e a discriminação das formas. Das quantidades numéricas.
Benefícios Educacionais:

A Equoterapia, aplicada por profissionais especializados em Múltiplas Inteligências, facilita o aprendizado de pessoas portadoras de dificuldades de aprendizagem em todas as idades. A Equoterapia facilita também integrações sociais e espirituais.

Indicações:

As indicações da Equoterapia poderão ser prescritas nos seguintes distúrbios e patologias:
• Encefalopatia Crônica da Infância;

• Acidentes Vasculares Cerebrais;

• Traumas crânio - encefálicos;
• Atrasos maturativos;

• Formas psiquiátricas e psicoses infantis;
• Autismo;

• Síndrome de Down;

• Dependência química;
• Estresse e depressão;
• Hiperatividade;
• Dificuldade no aprendizado;

• Timidez;

• Falta de coordenação motora;
• Reeducação de postura;
• Problemas ortopédicos;

• Distúrbios visuais e ou auditivos

Contra indicações:

• Afecções graves da coluna vertebral;
• Luxação de quadril;

• Síndrome de Down com excesso de afrouxamento ligamentar atlanto-axial;

• Hipossensibilidade em membro inferior proximal;

• Paciente psiquiátrico instável

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

ZOOTERAPIA

História:
A Zooterapia , também conhecida por Terapia Assistida por Animais(TAA) e Actividade Assistida por Animais (AAA), teve origem em Inglaterra, em 1792, numa instituição de tratamento de doentes mentais. Contudo, foi o psicólogo norte-americano Boris M. Levinson, na década de 60, quem trouxe para a ciência e para a prática a riqueza do potencial terapêutico das relações entre crianças e animais.
Estudos publicados, a partir da década de 60, evidenciam o potencial terapêutico da utilização de animais de estimação em situações clínicas. Desde então, as pesquisas e as práticas da zooterapia estão em grande crescimento!

O que é?
A zooterapia é uma metodologia que inclui os animais na prevenção e tratamento de patologias humana, tanto físicas como psíquicas.
Os campos de aplicação da zooterapia são bastante vastos. Vão desde a terapia de reabilitação de pacientes com distúrbios físicos ou comportamentais, à prevenção de estados depressivos e de problemas cardiovasculares, assim como com a simples formação e educação de crianças em idade evolutiva.
O uso do animal como co-terapeuta deve ser utilizado por professionais ligados à saude humana (terapeutas ocupacionais, psicologos, fisioterapeutas, fonoaudiológicos) assim como profissionais veterinários.
A maneira de um individuo portador de trissomia 21 (principalmente na infância e adolescencia) se relacionar com o animal é de uma qualidade diferenciada das relações com objectos inanimados ou unicamente com pessoas. Isto porque os animais interagem com as pessoas não apartir das intenções destas, mas sim através duma linguagem não verbal reagindo ao comportamento humano.
Terapia Assistida por Animais baseia –se em intervenções dirigidas com um objectivo específico como parte integral de uma processo terâpeutico, através da interação entre animal e paciente. O terapeuta trabalha através da sua prática pessoal e o animal faz parte das sessões de terapia. É através deste e das actividades realizadas que o terapeuta recolhe informações acerca do paciente. A introdução de animais co-terapeutas é uma alternativa no tratamento de crianças com deficiência, já que as sessões de fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia e terapia ocupacional, provocam muitas vezes o desinteresse do paciente com o passar do tempo.
Em Portugal a terapia assistida por animais começa a ser uma forte aposta, aplicada por exemplo em crianças com autismo ou a Síndrome de Down, e no acompanhamento de idosos e adultos jovens com problemas diversos.

Benefícios:
A zooterapia favorece a inclusão de indivíduos com deficiência, tendo como inspiração o animal, que não julga nem tem preconceito.
Além disso:
• Cria um ambiente mais enriquecido, motivando as crianças a pensar e aprender, pois elas têm interesse natural pelas criaturas vivas.
• Proporciona atividades interessantes, espontâneas, facilitando a aprendizagem.
• Facilita o desenvolvimento emocional através do vínculo formado entre criança e cão no qual muitos sentimentos são trocados, auxiliando na superação de conflitos e numa maior consciência de si mesmo.
• Disperta acções e verbalizações, facilitando a expressão de sentimentos.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

A Terapia Assistida por Animais (TAA) é uma atividade terapêutica que trabalha a interação homem-animal e os benefícios que ela pode trazer para melhorar a qualidade de vida das pessoas institucionalizadas. As comprovações científicas sobre essa interação não param de crescer.
Os benefícios vão desde fatores físicos, como aumento do sistema imunológico, diminuição da pressão arterial e da freqüência cardíaca, estímulo ao desenvolvimento motor até fatores psicológicos e emocionais, como aumento da auto-estima, diminuição da percepção da dor, promoção do bem-estar, liberação de serotonina, estímulo ao convívio social, à fala e ao riso, dentre outros.
Em cada local, tem-se os seguintes objetivos em foco:





Asilos: Visa-se o bem-estar, a comunicação verbal (muitos idosos não tem com quem conversar), a diminuição da freqüência cardíaca e pressão arterial, o aumento do sistema imunológico e o estímulo à memória.





Escolas Especiais : O estímulo ao convívio social, à linguagem e aos movimentos, aumento da auto-estima e do sistema imunológico, a utilização do vínculo animal-criança para a interação com o mundo externo (no caso de autismo).





Crianças em situação de risco: A formação de vínculos consistentes e o amor incondicional do animal, aumento da auto-estima e diminuição da agressividade.
Hospitais: Aumentar a qualidade de vida durante o internamento, aumentar a produção de serotonina, diminuir o tempo de internação, diminuição da percepção da dor, aumentar o sistema imunológico, “matar a saudades” de seus animais de estimação.

quinta-feira, 30 de julho de 2009