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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Mas o convívio com animais teria mesmo efeitos sobre o metabolismo das pessoas, a ponto de influir na saúde física e mental?



A interação entre cães e humanos deflagra — em ambos— alterações hormonais que afetam o nível de endorfinas beta, febilata lamina, prolactina e oxitocina por períodos médios de 15.minutos. A liberação dessas substâncias diminui no organismo a ação do cortizol, o hormônio do stress, provocando sensações de bem-estar.

Um estudo com 6 mil pessoas realizado no Instituto Baker de Pesquisas Médicas, Austrália, pelo médico Warwik Anderson, mostrou que proprietários de cães e gatos tinham taxas menores de colesterol e triglicérideis que aqueles que não tinham bichos. Indireta mente, os animais também trazem benefícios. Pesquisadores do Centro Médico Hospitalar de Northridge, Estados Unidos, constataram que apesar de predispostos a doenças cardiovasculares em decorrência de fatores de risco como fumo, e excesso de peso, os pacientes obtinham melhoras significativas — como diminuição de pressão arterial e colesterol — após adotar um bichinho de estimação que exigisse sua dedicação diária, já que os cuidados, principalmente com cães, motivam não só a troca afetiva, mas também o exercício físico — em especial as caminhadas. Por causa de constatações como essas, nos últimos anos algumas companhias americanas de seguro passaram a oferecer descontos para donos de animais

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Caralâmpia Ganhou um Dono



No Brasil, nas décadas de 50 e 60, a psiquiatra junguiana Nise da Silveira utilizou animais na terapia de pacientes internos. Ela percebeu a facilidade com que esquizofrênicos se vinculavam a cães. Em seu trabalho pioneiro com essas pessoas, a médica desenvolveu o conceito de afeto catalisado. Ela parte da idéia de que é importante que o paciente conte com a presença não invasiva de um co-terapeuta que permaneça com o doente, funcionando como ponto de apoio seguro a partir do qual o doente possa se organizar psiquicamente. Após ilustrar exemplos de co-terapeutas humanos, Silveira afirma que animais são “excelentes catalisadores”. Segundo ela, eles “reúnem qualidades que os fazem muito aptos a tornar-se ponto de referência estável no mundo externo”, facilitando a retomada de contato com a realidade.

A aproximação dos internos do Centro Psiquiátrico Pedro II no Rio de Janeiro, começou por acaso quando foi encontrada uma cadelinha abandonada e faminta no terreno do hospital. Silveira tomou-se nas mãos e, percebendo a atenção de um dos internos, perguntou-lhe se gostaria de tomar conta do bichinho “com muito cuidado”. Diante da resposta afirmativa, a psiquiatra deu o nome à cachorrinha de Caralâmpia (personagem da A terra dos meninos pelados de Graciliano Ramos, inspirada em Nise da Silveira). Os resultados terapêuticos da incumbência assumida pelo paciente foram excelentes. Em sua obra, a médica faz referência a outros casos em que ocorrem relações afetivas entre pacientes e animais: Abelardo, paciente temido por sua irritabilidade e força física, assumia postura tranqüila e centrada quando tomava conta de alguns cães e gatos, mostrando-se apto a cuidar deles e investir afeto. Já a paciente Djanira teve sua capacidade criativa como pianista retomada por meio da relação com bichos. Nem sempre, porém as relações eram amistosas. “Os animais recebem também projeções de conteúdos do inconsciente que os tornam alvos de ódio ou temor excessivo”, escreveu a psiquiatra (Sabia Althausen)




CLÁUCIA LEAL é psicóloga, psicanalista, jornalista e editora da Mente&Cérebro; KÁTHIA NATALIE é jornalista

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Fofos ou Exóticos



Mesmo animais menos convidativos ao toque podem desempenhar papel terapêutico e educativo. Na Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da Universidade de São Paulo, em Pirassununga, são usados moluscos há seis anos no Projeto Dr. Escargot, que atende crianças com deficiência físicas e problemas de aprendizagem. Segundo especialistas estudantes e pacientes se identificam psiquicamente com características do molusco – hipotonia, “carapaça emocional” e necessidade de lidar, em algum nível, com a repulsa por parte de outras pessoas por sua condição física e mental. Embora pareça estranho no primeiro momento, o escargot apresenta várias vantagens em relação a outros animais é pacífico, não morde, não arranha, não causa alergias e é indiferente ao som.

Segundo a psicopedagoga Liana Pires Santos, do Grupo de Abordagem Terapêutica Integrada (GATI), crianças e adultos divergem quanto à preferência com relação ao bicho usado na terapia. Os mais velhos escolhem os animais mais “fofos”, ao passo que os pequenos preferem os mais exóticos. “Crianças hiperativas, psicóticas e autistas, por exemplo, tem verdadeira loucura por porquinhos-da-índia, ratinhos e coelhos, que são animais muito ágeis e oferecem constantes desafios para elas”, diz. Santos permite que seus pacientes façam essa opção, pois “o grande objetivo é criar um elo terapêutico, por meio do qual o animal se tornará o fiel depositário dos conflitos e das alegrias do indivíduo”. Segundo ela, a escolha de determinados bichos também revela um pouco da personalidade de cada um. Suas observações mostram que as pessoas tendem a procurar nos animais características – físicas ou comportamentais – que lhes ofereçam complementaridade psíquica ou identificação.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

TERAPIA COM GOLFINHOS AJUDA NO STRESS



Os golfinhos são úteis na terapia de crianças com comportamentos autistas, síndrome de down e com atrasos psicomotores. Várias crianças já recorreram a este tratamento em diversas partes do mundo, como na Espanha, Irlanda; Estados Unidos e mais recentemente em Portugal, no estuário do Sado. Os resultados são visíveis, embora não cientificamente comprovados.
A maioria dos terapeutas e biólogos concordam que a interação com os golfinhos favorece pessoas com problemas de saúde mental, depressão ou stress, mas os progressos têm de ser documentados e analisados individualmente. Alguns cientistas ficaram perplexos quando um dos golfinhos utilizados para a terapia na Florida, sempre identificava o ponto do corpo do paciente na piscina que precisava de atenção. Outro relato impressionante foi sobre uma senhora que se encontrava numa piscina com golfinhos e era continuamente empurrada para fora da piscina. Alguns minutos mais tarde, ela entrou emcolapso, com dores. No hospital descobriu-se que ela tinha uma hemorragia interna, que os golfinhos muito provavelmente haviam detectado. Como não tinha mais ninguém por perto na piscina e a distância entre a linha de água e a borda da piscina era grande, os golfinhos tentaram a todo custo impedi-la de ficar na piscina e assim salvaram-lhe a vida.


O ponto mais polêmico entre biólogos e terapeutas incide no benefício do sonar no tratamento das crianças com deficiências.
O sonar é um feixe de energia que os golfinhos utilizam para localizar comida ao fornecer-lhes uma imagem mental de tudo o que existe ao seu redor. Sabe-se que o sonar é quatro vezes superior aquele utilizado na eliminação de cálculos renais e que pode alterar ou mesmo remover lesões do corpo. onclui-se sem discórdia que ao sermos atingidos por esta energia algo mudará, pois são cento e cinqüenta mil vibrações por segundo. É neste ponto que as opiniões se dividem. Cientístas russos afirmam que o sonar dos golfinhos tem respostas curativas e que tiveram sucesso no tratamento de pessoas com cancro.

Outros especialistas rejeitam que os sons emitidos pelos golfinhos sejam benéficos para a saúde humana. Fundamentam-se na atividade social dos golfinhos, que evitam emitir esses sons na direção do corpo dos outros golfinhos. Supõe-se que seja uma regra de boas maneiras, principalmente quando esses sons têm intensidade elevada.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

SUGESTÕES DE LIVROS




A PSICOMOTRICIDADE NA EQUOTERAPIA


Tatiana Lermontov



O presente livro mostra como a psicomotrici dade está presente na equoterapia. Expondo alguns conceitos sobre a psicomotricidade e equoterapia, analisa a relação direta de uma terapia com a outra. Traz a descrição de exercícios psicomotores realizados na equoterapia e com o detalhamento de um caso clínico, para clarear a visão do leitor sobre o tema escolhido.


Veja comentários: http://www.ideiaseletras.com.br/Para adquirir: (21) 9691-6646




Minha caminhada IIEquoterapia...Cavalgar é preciso


Maria Cristina Guimarães Brito



O livro traz com detalhe a trajetória de uma família que lutou para reabilitar Yuri, o filho, Sequelado pela paralisia cerebral, o empenho foi de todos: com criatividade, motivação e determinação a família valorizou o potencial do filho, que ainda sem andar, começou a frequentar a escola regular. A mãe desenvolveu tecnologias e fez adaptações para melhorar a coordenação e função motora.. Como um executivo mirim, a agenda de Yuri ficava sobrecarregada. A escola foi dada como prioridade pela família.Ao descobrir a equoterapia, e sua assiduidade na prática equoterápica, ele se desenvolveu nos surpreendendo quando deu os primeiros passos aos sete anos...Como a família de Yuri existem outras famílias que passam por situações semelhantes. O livro Minha Caminhada é uma indicação principalmente para todas as famílias que passam por situações semelhantes. É um exemplo de superação.
Ao afirmar “cavalgar é preciso”, a autora certifica que a base familiar aliada à escola e a equoterapia,
foram preponderantes para o sucesso de Yuri que atualmente trabalha na Petrobrás e faz faculdade. O livro
vem contribuindo com as famílias que passam por experiências semelhantes, profissionais de diversas áreas e
trabalhos acadêmicos.


Contatos: 0xx71-9963-5862 :: 3285-0770 yurigbrito@hotmail.com